"Caminhar...
é o mais singelo dos movimentos
para chegarmos onde queremos. É olhar o tempo e analisar a vida
em complemento para nos tornarmos mais maduros. É sonhar uma forma melhor de viver e a única maneira de buscar ser feliz." Mário Pires
É isto que nos une e o motivo pelo qual somos os Caminheiros Monte da Lua
Hoje acordámos com um dia chuvoso. É daqueles dias que nos apetece ficar a dormir mas o gosto da aventura, a amizade e o respeito que merecem todos os caminheiros eleva o nosso moral e a decisão fica facilitada.
O Luís em colaboração com o simpático caminheiro alhandrense José Duarte, ligado à natureza local, organizaram este passeio em terras Alhadrenses. Saímos de Mem Martins, eram oito horas da manhã. Depois de percorridos 48 km (de automóvel…) chegamos a Alhandra junto ao pavilhão multiusos eram cerca de nove horas da manhã. Feitos os cumprimentos, oferecidas águas e camisolas saímos do Parque Urbano do Cevadeiro e seguimos em direcção ao centro de Alhandra através do passeio pedonal / zona Ribeirinha. O passeio pedonal, ciclovia e zonas de estar, tem cerca de 3km foi construído em aterro conquistado ao rio Tejo. Ao longo deste passeio sente-se o prazer do rio e todo o potencial do mesmo que não é totalmente aproveitado. Falta alguma manutenção nas zonas de estar e percebe-se a falta do turismo de qualidade que a zona poderia oferecer e que merece. Chegados a Praça Soeiro Pereira Gomes, junto à Sede da Soc. Euterpe Alhandrense fomos brindados por um “aquecimento ligeiro”. Uma aula de ginástica. Música e movimento junto ao rio. A aula foi ligeira pois aguardava-nos um percurso “violento”. 15 Km “militares”. Seguimos em direção ao monumento das Linhas de Torres. O acesso é difícil num caminho ingreme e cascalhoso. Chegados ao monumento “Herculeano” de gosto duvidoso, ficamos “refrescados” com a soberba vista e esquecemos de imediato as dificuldades. Seguimos em direcção à freguesia de S. João dos Montes. Fizemos uma paragem "gustativa" no átrio da igreja matriz de S. João dos Montes onde com toda a amabilidade nos abriram a igreja para a podermos visitar. A igreja é consagrada a São João Baptista. Realça-se, no interior, de uma só nave, algumas imagens sagradas de grande interesse, bem como o altar de talha dourada. Em conversa com moradores informaram-nos que a Igreja foi fundada no século XIII, sendo que o edifício actual data do século XVI. Salientaram a existência de sepulturas medievais reaproveitadas e no cemitério, a existência de um conjunto de lápides funerárias do século XIX (foi pena não observarmos estes aspectos com mais cuidado). Para não esquecermos que “somos caminheiros” continuamos as subidas. Percorre-se percursos com vistas muito interessantes, mas com aldeias despovoadas, casas mal conservadas, em quase abandono, fraca agricultura, pomares mal cuidados, alguma vinha. terrenos guardados por cães zelosos. Sente-se que a “presença” humana é feita de “passagem” e a permanência assegurada pelo fiel amigo “o maravilhoso e dedicado animal – o cão”. Fica-se com a sensação que entre Alhandra e Vila Franca, há um novo caminho para descobrir… Chegamos rapidamente ao ponto de partida, o Parque Urbano do Cevadeiro onde era apresentada uma exposição medieval. Alguns caminheiros “mascararam-se” de cavaleiros, rainhas, e até travestis… Outros deliciaram-se com a ginjinha e outros refrescaram-se nos “repuxos malandrinhos”. Não abandonamos Alhandra sem a sempre simpática e agradável surpresa do Luís, Tina e Zé que ofereceram a todos os caminheiros um suculento e bem regado lanche. O nosso muito obrigado.
Nem a hora madrugadora, nem a chuva arreliadora impediu os caminheiros de realizarem este belo passeio familiar organizado pelo companheiro Álvaro. Consulte
Hoje saímos de Colares por volta das 9h. O tempo acordou chuvoso mas à medida que as horas se desenvolviam o sol aparecia. Fizemos todo o percurso com um dia aberto, soalheiro e propício a uma boa caminhada
Saímos de Colares em direção à Adraga. Após longa subida descemos por um caminho de areia cercado de sebes vivas de cana ou caniço. Voltámos a subir e atravessámos vistas deslumbrantes de mar. A área agrícola do vinho ramisco é diminuta, mas vê-se novas iniciativas de plantação de parreiras novas. Sente-se que a zona de antiga humanização, depois abandonada, volta a ter, ainda que de forma tímida, novas iniciativas.
Após caminharmos sobre arribas frondosas é, com um enorme fascínio que, entre dois montes enormes, surge o azul do mar da Adraga.
Em virtude desta estar entre duas montanhas colocou-se a dificuldade da descida através da arriba do lado Norte. Após algumas hesitações, todos completaram o difícil percurso.
O local é lindíssimo. Conjuga-se o ambiente de montanha com o de praia.
Na praia sente-se o perigo do mar. Após um breve encontro com dois pescadores, sentirmos a areia, o vento e o mar, saboreamos os suculentos lanches. Deliciamo-nos com o enquadramento do espaço. Areia. Mar. Montanha. Sol… muito sol e luz… São estes pequenos deslumbramentos que hoje, dia mundial do sorriso nos fazem sorrir de felicidade. Para quê "esta coisa do dia mundial de …." Há um dia mundial para tudo… até para o sorriso… como se não fosse importante sorrirmos todos os dias….enfim…seguimos em direcção à Iguaria.
Chegados à Iguaria percebe-se o cuidado na preservação da aldeia. Organizada. Cuidada. Preservada. Agradável. Bonita. Sente-se que estamos numa zona protegida ou não estivesse inserida na área do Parque Natural de Sintra-Cascais. Interrogo-me. Porque não encaramos todos os locais como uma “Iguaria”? Porque não os protegemos? Não os cuidamos? Não os tornamos bonitos e agradáveis?
Deixámos a Iguaria e tomámos a direcção da aldeia do Penedo. Fizemos a caminhada pelas suas ruas e ruelas íngremes e sinuosas com casas de traça antiga que nos transmitem a imagem de uma aldeia preservada. Passámos pelo fontanário bem tratado e conservado, demonstrada pelas figuras recortadas no buxo
Chegámos a Colares eram 12h 30m. Percorremos uma extensa mancha verdejante, preservada e, embora não possua parques ou jardins públicos dignos de nota, é sempre um deslumbre percorrermos esta área do Parque Natural de Sintra-Cascais. Ajudem a preservar esta pérola. This is my land...
A zona do Belas Clube de Campo foi hoje o nosso destino. Saímos
do Largo do Jardim 25 de Abril em Belas às 9 horas em ponto e, após um breve percurso
urbano infiltrámo-nos na Serra da Carregueira em direção ao Belas Clube de
Campo.
No trajeto sente-se uma envolvente de grande riqueza natural
e vestígios de uma forte tradição histórica, que em tempos foi muito usufruído pela
realeza. Transcrevo um breve relato do Marquês de Marialva e que nos transporta
para o século dezoito:“O Paço, bem como os jardins, cobertos de
flores, escondem-se no meio de uma mata com grandes árvores, laranjais e
imensas murtas. Pelas moitas havia orquestras e os brilhantes pavilhões, todos
iluminados no meio da escuridão da espessa folhagem, eram como edifícios
feéricos…os Portugueses, quando a oportunidade se lhes oferece, perdem a cabeça
com divertimentos.” (Marquês de Marialva, em Julho de 1787).
Atravessámos a serra. Cruzámos "bttistas" e "motoquatrista". Subimos e descemos. Desventrámos "a selva" e, ligeiramente cansados, pelas 10h50m estacionámos, no verdadeiro sentido da palavra,
numa encosta com uma agradável vista, onde desgostamos os nossos lanches. Não sabíamos
muito bem a nossa localização pois as opiniões variavam em relação ao espaço
que observávamos. Pelas 11h15 retomámos a nossa marcha.
Contornámos o campo de golfe do Belas Clube de Campo. O
espaço convida à descontracção e ao convívio. Senti que é um espaço onde toda a
família pode partilhar as actividades ao ar livre e os amigos conviverem de uma
forma agradável, no entanto a parte urbanística pareceu-me desordenada e
algumas casas de construção descontextualizada do espaço, um pouco ao critério
e vontade de cada proprietário.
Nos limites do Belas Clube de Campo e após uma ligeira indefinição
de percurso o Francisco, Jerónimo e João perderam-se. Rui, Zé e Tina após “recuperarem”
os perdidos também se perderam. Logo a maravilha tecnológica móvel começou a
funcionar e após breves contactos deslumbrámos o soldado Agostinho que vinha no
encalço dos perdidos. "Achados os Perdidos", todos juntos continuámos o regresso aos
Fofos de Belas
Após passarmos pelo aqueduto, e através de paisagens bucólicas regressámos seguindo o rio
Jamor. Cerca das 13 horas estávamos a comprar Fofos.
Foi um passeio muito agradável e para que não nos destruam as
belas paisagens que hoje conseguimos desfrutar deixo-vos algumas imagens para comentarem.
Hoje fizemos um passeio com alguma ruralidade. Cheiros intensos e bonitas paisagens.
Pelas 9h saímos de Olelas. O tempo mostrava-se incerto. Saímos em direcção a Morelena – Pero Pinheiro. Ao avançarmos vai-se sentido que a ruralidade vai dando lugar à indústria da pedra… muita pedra… sobretudo pedra calcária. Após uma “ligeira chuvada” chegámos às pedreiras de Morelena. Lembrei-me que estávamos a pisar terra que os dinossauros pisaram! Imaginei como seriam aquelas terras no período jurássico ou neo-jurássico… provavelmente terras férteis, árvores frondosas e mais próximo do mar… Pelo caminho vê-se terrenos imensos com ligeiras culturas de sequeiro e bastantes reservas de caça. Vê-se coelhos, chamarizes de caça, ratoeiras. Senti que pisava terrenos pré-históricos, depois usufruídos por árabes (nomes como Albogas, Alfouvar, Almargem do Bispo, Almornos … faz-nos perceber que os árabes também estiveram por aquela região). Mas senti que apesar de todo o movimento que existiu em tempos, somos nós, os Europeus que estamos a abandonar aquelas terras. Sente-se alguma desistência. Terras abandonadas. Pedreiras a céu aberto, sem actividade. Casas em ruína. Tive uma sensação de completo abandono daquelas povoações e, pelas abundantes reservas de caça direi que aquelas terras estão “entregues aos bichos”. É pena! Regressámos rodeados de paisagens abertas, muito bonitas, e cheiros inebriantes mas… vazias de pessoas. Após percorrermos cerca de 13 Km e pelas 12h30m chegámos a Olelas. Como consulta sugiro: http://www.jf-almargemdobispo.pt/articles/localidades/olelas http://www.jf-almargemdobispo.pt
O percurso gravado pelo Álvaro: (Obs: Se quiserem ver o percurso com maior detalhe... carreguem na VAQUINHA...)